Fim da polêmica. Senado aprova emenda que permite o uso da internet para campanha eleitoral em 2010. Os candidatos às próximas eleições terão uma nova ferramenta para convercer seu eleitorado, esta, de valor extremamente relevante no atual cenário que vivemos: o mundo da tecnologia.
A instantaneidade da informação, rapidez e dinâmica de interação permite ao candidato uma proximidade maior com os internautas. Esse fator, vale resaltar, é agregador e não hegemônico. Segundo o Núcleo de Pesquisa, Estudos e Formação (Nupef) apenas cerca de 20% dos brasileiros têm acesso a intenet. A abrangência dessa medida será limitada, concentrada aos grandes centros urbanos, pontua e retrata um público específico.
O eleitorado, cansado das extensivas e nada animadoras campanhas políticas transmitidas pela TV, agora terão mais um canal para conhecerem os “atrativos” projetos de campanha dos parlamentares.
As formas de utilização da rede ainda não são claras e objetivas. Ainda são necessárias discussões e uma formulação do que realmente poderá ser veiculado. O que realmente está liberado? Será que os políticos invadirão as redes de relacionamentos com comunidades ou vídeos no Youtube?
Talvez os políticos brasileiros tenham se inspirado no exemplo do presidente Barak Obama – que utilizou a internet de forma segmentada, eficiente e garantiu uma boa popularidade frente a juventude, uma campanha viral e em um contexto muito diferente do nosso. É um avanço, a prestação de contas e todo o processo eleitoral pode ficar mais claro e tangível, desde que haja uma conexão diplomática e coerente.
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