
“Estamos em greve”. Essa é a frase que vem sendo dita nos últimos meses em Salvador e também em algumas regiões do País. Após a greve dos professores, coveiros, rodoviários, polícia militar, ferroviários, INSS, agora é a vez dos bancários. Os servidores da rede estão em paralisação no interior e na capital. A categoria exige aumento de 10%, participação nos lucros e resultados do empregadores.
Durante o primeiro semestre do ano de 2009, pelo menos quatro setores foram afetados (segurança, previdência social, transporte, educação). Daí é levantada a questão: até quando? Até quando a população ficará no prejuízo, “pagando a conta” pela má gestão pública? O povo vive em meio a greves, em meio a um jogo contínuo de negociação entre setor público, sindicalistas e servidores. A suspensão dos serviços, que garantem o bom funcionamento da sociedade, gera transtornos e atrasos.
As notícias não são nada animadoras. Segundo pesquisa divulgada no final de julho pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), no ano de 2008 foram contabilizadas 411 greves em todo Brasil. Ainda segundo a pesquisa, o número de greves superou em 30% o ano de 2007. As greves realizadas em 2008 significaram que 24,6 mil horas de trabalho deixaram de ser cumpridas em todo o país.
Além de toda violência que paralisa e intimida a população, o País ainda é tomado por paralisações. Estas, em sua maioria, revelam a falta de comprometimento público com os interesses de ordem comum. Os parlamentares preferem gastar suas horas de serviço, discutindo o aumento de seus salários, do que fazerem reformas no legislativo a fim de modernizar e facilitar a vida da população. O Brasil precisa urgentemente de um movimento, capaz de dar um passo em direção à mudança. Os sintomas são claros e os paliativos ineficazes.

izacional, do Estado, e a sabedoria do equilíbrio das dores, pela população.
“Cresce o número de instituições ruins no País”, afirma manchete da revista Veja online, do dia primeiro de setembro de 2009. De acordo com o Ministério da Educação, foram avaliadas quase 2000 universidades e faculdades públicas e privadas, sendo que somente 21 delas atingiram nota considerável. A partir desse fato surge um senso de preocupação geral: Onde está o problema da educação brasileira?
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